As coisas se mechem, fervilham, borbulham e implodem dentro da fortaleza construída, restituída, re-significada e que, aos poucos, fui vendo como se desmoronava. Assisto, revisto, revejo o significado encontrado no branco das páginas, a vontade de fazer, dizer, acontecer num ato sublime, encantado e terno, poder ver a cor de todo o afeto. Nunca há segredo para as coisas que nos são apresentadas, elas abrem a porta, como se fossem visitas, não avisam, não interfonam e nem batem na porta. Entram, ficam e demoram de sair. O não querer viver numa gaiola de sentimentos não fluidos é maior. Cantar sem ser ouvido, andar sem ser visto, encanto e desencanto, gritos abafados pela romântica vontade de voar nas águas. Medo de tornar-se os pássaros, peixes e pessoas que Mariana canta e encanta, de viver engaiolado e/ou como decoração de casas, quero a lucidez translucida da paixão palpável, do amor-amor, das mãos dadas, dos olhares suaves e desejos estonteantes, da caminhada terna, fraterna da eterna procura.
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