domingo, 30 de janeiro de 2011

Arê

Um anjo que voa livre ao céu azul, quando pousa em posição fetal esconde seus medos e receios, porém as asas sempre estão abertas para voar para o que é novo e os medos se transforma em coragem em seu infinito particular. Teus olhos dizem o que queres, deixam transparecer o teu desejo de voar, de seguir a seta, de ser livre liberto e aberto para si. Tu és teu sorriso, teu riso, doce gargalhada.  Te amo!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Meus

As lembranças vêm à cabeça, um sentimento bom invade meu corpo, nostalgia, fantasia, alegria de coisas vividas. O tempo passa e resistimos à suas forças e intempéries naturais, me sinto leve ao ouvir a voz de Lavigne em coisas que nunca iríamos dizer, fazer e sentir. Fizemos, sentimos e ouvimos tudo o que queríamos ao longo dessa história, éramos três, quatro, cinco, viramos muitos, somos muitos e eu cada um deles, carrego-os comigo, onde eu for, estão aqui, fazem parte de mim, são eu , meus e nosso!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Vais deixar

Vais deixar a fantasia de um beijo desejado, vais deixar de procurar o todo idealizado, vais deixar de querer auroras de momentos e deixar as palavras irem com o vento. Talvez elas ecoem e cheguem aos ouvidos de quem deseja ouvi-las. Minhas palavras sem nexo, sem sentido, redundantes de espírito, procuram mostrar pra mim mesmo os meus anseios, por vezes vagueio no que elas dizem e refletem sobre quem elas escrevem. Viajo no por do sol até o nascer da lua cheia que encanta o céu, tentando entender o querem dizer, fazer e me ouvir, sentir o que eu sinto no recinto dos meus sonhos!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Travessão

O cotidiano poderia ajudar a aprender com as palavras, as expressões da face, a falta de contato e coisas ditas, por que as não ditas não são tateáveis.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Estória e fantasia



Num emaranhado de palavras entrei numa fantasia criada e escrita por mim, idealizei nomes, visinhos, caminhos e vinhos para a estória, tons musicais faziam parte de todo o enredo, Gal, Bethania, Marina, Mariana e Bellas cantaram pra deixá-la mais bela. Me afoguei na poça tênue de meus desejos, vontades e anseios, no doce sabor do vinho amargo me queimei com a chama do cigarro que acendi quando a escrevia, fazia e acontecia coisas que nunca aconteceram, que era tecida, torcida e retorcida. Desconstruí toda aurora da quimera inútil que havia criado, expus na vera o que realmente foi elucidado, deixei a vergonha, o medo e o receio de lado e mostrei para ela o quão sou fraco.

Mais um luar

A melodia suave da musica me embebesse com o brilho lunar, mais uma vez a vejo pela fresta da janela retangularmente na vertical, as cordas do violão junto ao prateado do luar me acalmam, fascinam e excitam. Sinto que ela é só minha esta noite, que só ela me entende se sente e que de repente me traz sentimentos bons e ternos. O vai e vem que as cordas fazem-se ondas-mar de prataouro, ela me olha, me encanta, me canta e com sua luz me tira para uma dança, debaixo de seu luminar. Coração acelera, boca seca, olhos vislumbram (suspiros) desejos, anseios e ensejos dos nossos passos de dança, um pra lá outro pra cá, rostos juntos, colados no embalo  do nosso balé, do pisar no pé, no riso e no brilho da lua que reflete no olhar extasiado de dois apaixonados que vislumbram os mesmos bel-prazeres.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sorriso

O teu sorriso puro me encanta a cada instante que o vejo. Faz-me imaginar musicas e melodias saírem de teus lábios ao encontrarem os meus. Que teu riso se faça meu riso, risonho da vontade de sorrir ao olhar para a pureza dos teus olhos, castanhos claros, médio cor de mel, sabor de avelã e amêndoas das mais doces fantasias. Teu sorriso tá carregado de boas lembranças, palavras e sentimentos, que teus desejos fazem reviver momentos, que se passou em um único. A mágica das sensações reacendeu a chama das emoções contidas em meu corpo, me fez subir-descer, rir-chorar e num súbito momento, permiti falar o dito e o não dito, o sentir sem sentido, o gostar desgosto dos momentos não vividos. Teus dentes ao vento sempre trarão bons momentos, teus olhos não me deixariam esquecer o feliz desejo de te conhecer, ter, sentir e ouvir o cantar de teus sussurros nos meus ouvidos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Limiar lunar

Luz, lua, luar, luminescência do limiar lunar, que brilha, flameja e se faz faísca de ouro-prata das marcas de teus sinais, que reluzem, fulgem e cintilam as chispas sobre o branco-gelo. Das nuvens que por ti perpassam e que não cobrem o teu lampejo, chamejo brilhar, lua que faz noite clarão, que troveja, relampeja e deseja o mais intenso brilho dos olhos teus, lua de paixões apaixonantes dos apaixonados, loucos alucinados pelas rimas musicais dos poemas e poesias, que o fazem sucumbir aos teus pés, deitados sob o cintilar de teu encanto, charme de tua maquiagem romanticamente prateada.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Abrir de portas

As coisas se mechem, fervilham, borbulham e implodem dentro da fortaleza construída, restituída, re-significada e que, aos poucos, fui vendo como se desmoronava. Assisto, revisto, revejo o significado encontrado no branco das páginas, a vontade de fazer, dizer, acontecer num ato sublime, encantado e terno, poder ver a cor de todo o afeto. Nunca há segredo para as coisas que nos são apresentadas, elas abrem a porta, como se fossem visitas, não avisam, não interfonam e nem batem na porta. Entram, ficam e demoram de sair. O não querer viver numa gaiola de sentimentos não fluidos é maior. Cantar sem ser ouvido, andar sem ser visto, encanto e desencanto,  gritos abafados pela romântica vontade de voar nas águas. Medo de tornar-se os pássaros, peixes e pessoas que Mariana canta e encanta, de viver engaiolado e/ou como decoração de casas, quero a lucidez translucida da paixão palpável, do amor-amor, das mãos dadas, dos olhares suaves e desejos estonteantes, da caminhada terna, fraterna da eterna procura.

Pensamento desconexo

Hoje a instabilidade se faz presente, sentimento de ânsia, agonia, me sinto elétrico. Vontades outras permeiam meus pensamentos, querer sem querer, vontade de querer sem querer, parece que não é nada de especial, nada fabuloso, talvez nem seja pra uns, mas pra muitos sei que é. Deve ser a falta de uma certa coisa que todos desejam, almejam, querem, correm e por vezes não conseguem, mas invejados os que conseguem, por vezes felizes, com risos abertos e que, de certa forma, pode até ser sincero. Lindo quando é na vera, que na esfera dos seres  figuram-se borboletas de primavera, que de seus suores e salivas se fazem quimera. Quero sair do plano do desejo, do almejo, do querer e da vontade. Quero verdade, sinceridade e concretude, quero o real, o tateável, o sentir, o tocar dos lábios, dos corpos e dos desejos, dos olhares, risos e sorrisos, quero vida, viver sem pensar em sofrer.