quarta-feira, 9 de março de 2011

Solar do sertão

Aos poucos o sol vai baixando, vai brilhar o outro lado que ainda está escuro. A paisagem verde-marrom anuncia o por do sol no sertão, poucas arvores, muitos arbustos. Da janela vejo os montes, morros e montanhas, sob elas pinturas de nuvens azuis, brancas e alaranjadas.

Casas, uma aqui outra acolá, pessoas em sua frente, no rol, na varanda, no varandá, varandeando com o se por solar. E aos poucos as nuvens vão se moldando, transformam-se em peixes, pássaros e pessoas e, entre capins molhados e barro, sentia  o cheiro da lagoa, de vitórias regias, da flor de palma e do mandacaru florindo na seca.

Sinal de chuva lá de longe, o sol agora brilha mais forte, uma miscelânea de cores, verde, rosa, laranja, lilás, vermelho, amarelo , anil, e o céu mais belo eu pude ver hoje, sentia ele, o sol, dando o reluz do meu sorriso nesse fim de tarde.

E agora o poderoso rei desapareceu, só resta o seu amarelo-laranja nas nuvens, pouco a pouco o azul-anil do céu vai escurecendo a estrada de terra, chão batido. 

terça-feira, 8 de março de 2011

Voar

Queria voar entre as nuvens e poder ver lá de cima a imensidão dos meus pensamentos, sentir a brisa leve da noite estrelada no meu rosto, amanhecer voando com os pássaros e com eles cantar à minha beleza. Quero o voar mais esplendido e encantador das asas do beija-flor, poder entrar em meio a jardins e flores campestres, sentir o cheiro do meu perfume, doce e suave ao gosto do orvalho da mais bela manhã. Quando o sol aparecesse iria voar celebrando-o com o mais belo cantar, voaria sem cessar, iria de jardim aos campos silvestres à procura do meu perfume, sob o lume solar.