domingo, 27 de fevereiro de 2011

De-mim

Sobre as folhas,
e os matos verdes
tenho a força
e o brilho,
da luz do sol
tanto no preto como no branco...

Sobre sua luz eu caminho,
ele me irradia,
ilumina,
 faz clarão.
E mesmo com um olhar
posso ver o horizonte...

Quando busco o meu
eu, próprio e singular,
pois eu sei quem sou de costas
e, no meio das flores,
Risos e sorrisos
EU me encontro.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Chá de Lembranças

O sabor do limão mistura-se com o cheiro do capim cidreira. Palavrasliquidas são ingeridas para amenizar a torce que aperta os pulmões, espirros e rouquidão são embalados miscelânea de odores do açucarado chá. Ao som da chuva fina que dança um balé-sapateado nas telhas das casas, o corpo mole ofusca o corte de cabelo aos olhos baixos da dor corporal. A ânsia sentida após a fotografia ocular reascendeu desejos de outrora, o lugar azul esverdeado, de paredes cinza que revestia o estofado, fizeram lembrar a sala de aula e as águas marrom cristal, que o suor transformava e transpirava os desejos de agora. Embaixo da árvore, arbusto que se fez coqueiro, sobre o celeste azul do céu, via-se os castanhos dos teus olhos saltarem com o gozo dos pássaros que cantavam ao fundo, pousados em arvores que rangiam com o assovio do vento.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Outras coisas

Vazio, frio, seco, cheio, quente, molhado. Me deparo com a realidade de quereres. Viajo pelas imagens, sentimentos e outras coisas. Mergulho dentro de mim à procura do que está lá fora a minha espera, não sei. No escuro ainda me encontro sob a luz lunar, só, sozinho, um barco, uma folha, um balão que voa, flâmula e que não encontrou o lugar pra se prender. Andarilho, me vejo nessa estrada de terra, areia, barro molhado, sem folhas, galhos ou garranchos. Lá adiante acredito existir o jardim que aparece nos meus sonhos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Meu balé


A minha escrita vai além dos meus desejos. Escrevo, transcrevo e reescrevo nas linhas do meu poema. As estrelas iluminam a pista para minha dança e, no meu balé, me sinto criança crescida, vestida de azul- branco. Sapateio o meu sapateado e, de salto em salto, vejo um flamingo aprendendo - nos passos da dança - a voar, bate as asas em tentativas tímidas de reinventar-se, recriar-se, renovar-se e reconstruir-se naquilo que sempre foi.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sonhos

Coberto com o manto dos meus sonhos vive a realidade de coisas irreais, enxergar a dicotomia do meu ser, procurar em ritmos e melodias, fotos, poemas e poesias o todo idealizado do prazer. Na sombra de minhas palavras podes encontrar o meu desejo, que me faz luz e reluzir o refletir dos meus sonhos.