Aos poucos o sol vai baixando, vai brilhar o outro lado que ainda está escuro. A paisagem verde-marrom anuncia o por do sol no sertão, poucas arvores, muitos arbustos. Da janela vejo os montes, morros e montanhas, sob elas pinturas de nuvens azuis, brancas e alaranjadas.
Casas, uma aqui outra acolá, pessoas em sua frente, no rol, na varanda, no varandá, varandeando com o se por solar. E aos poucos as nuvens vão se moldando, transformam-se em peixes, pássaros e pessoas e, entre capins molhados e barro, sentia o cheiro da lagoa, de vitórias regias, da flor de palma e do mandacaru florindo na seca.
Sinal de chuva lá de longe, o sol agora brilha mais forte, uma miscelânea de cores, verde, rosa, laranja, lilás, vermelho, amarelo , anil, e o céu mais belo eu pude ver hoje, sentia ele, o sol, dando o reluz do meu sorriso nesse fim de tarde.
E agora o poderoso rei desapareceu, só resta o seu amarelo-laranja nas nuvens, pouco a pouco o azul-anil do céu vai escurecendo a estrada de terra, chão batido.
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